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OTIS MODERNIZA AS ESCADAS ROLANTES DA ESTAÇÃO BAIXA-CHIADO DO METRO DE LISBOA

Data de publicação
Um projeto ímpar na OTIS Portugal – a 1ª Modernização de Escadas Rolantes, completa e desenvolvida no local

Foi em 2020, que a OTIS recebeu um convite do Metro de Lisboa para participar no Concurso Público “Modernização das escadas rolantes no metro da Baixa Chiado” no âmbito do seu Plano de Desenvolvimento Operacional da Rede. O Metro solicitou explicitamente a modernização das escadas rolantes existentes ao invés da substituição por um equipamento totalmente novo, algo que em Portugal a OTIS nunca tinha desenvolvido.

OTIS – Como foi para si a experiência de trabalhar com a Otis neste projeto?

Metro de Lisboa – Como em todos os projetos em que trabalhamos pela primeira vez com algum fornecedor, foi um processo de conhecimento, partilha, aprendizagem e troca de experiências. Conhecimento da equipa interlocutora da Otis e das metodologias aplicadas. Aprendizagem e troca de experiências, porque nos permitiu adquirir novas metodologias de trabalho para aplicação no futuro.

A metodologia aplicada pela OTIS na renovação das escadas mecânicas 1, 3 e 5 da estação Baixa Chiado do Metropolitano de Lisboa, foi a primeira intervenção realizada por esse fornecedor em território nacional. Contudo, para o Metropolitano de Lisboa tal método não foi inovador já que tinha sido aplicado anteriormente aquando da renovação das estacas mecânicas números 7 e 8, da mesma estação por outro fornecedor.

Ainda assim, apesar do processo de substituição de todos os lances de escadas mecânicas na estação Baixa Chiado implicar que se recorra a alternativas face às limitações arquitetónicas existentes que inviabilizam a criação de um ponto de suspensão para transporte e montagem dos materiais, já a metodologia utilizada para a sua concretização pode variar.

E esta intervenção realizada pela Otis apresentou diferenças consideráveis, quando comparada com a anterior intervenção, o que a torna ainda mais rica e potenciadora de sucesso.

O – Do ponto de vista técnico e de toda a operação que foi desenvolvida no local, como avalia este processo?

ML – Pela sua localização e todos os constrangimentos devidamente identificados, tudo representou um desafio. Desde a desmontagem, a remoção de materiais, a organização das descargas e o consequente armazenamento de todas as partes em obra, culminando na montagem. Cada intervenção foi sempre metodicamente preparada de modo a tentar evitar contratempos, até porque, grande parte dos trabalhos foram realizados em período noturno. Os trabalhos realizados em períodos noturnos requerem sempre uma melhor preparação para que decorram sem imprevistos de maior.

Tecnicamente, apesar da distância dos projetistas, foi sendo sempre possível obter, da parte da Otis, resposta pronta e esclarecimentos às questões que iam surgindo em obra no decorrer dos trabalhos.

Com o empenho e dedicação de todos os intervenientes, o Metropolitano de Lisboa, a Otis e seus sub empreiteiros, conseguiu-se ultrapassar todas as situações identificadas, com exceção daquela que mais tempo consumiu em termos de desenvolvimento de obra, que foi o resultado da pandemia instalada, que ainda hoje se continua a verificar. Mas, mesmo neste campo, dentro das limitações possíveis e com a responsabilidade de todos, tudo foi feito para assegurar a saúde dos trabalhadores, não se tendo registado qualquer caso de contágio entre os intervenientes diretos.

Foi desafiante e entusiasmante verificar o empenho de todos no cumprimento rigoroso do projeto e a exigência colocada na sua execução, para se conseguir alcançar o resultado final que já está à vista. Ao serem cumpridos todos os requisitos estabelecidos, as escadas mecânicas foram substituídas com sucesso, encontrando-se a estação munida, atualmente, de cinco escadas totalmente renovados (escadas n.ºs 1, 3, 5, 7 e 8), com equipamentos novos, fiáveis e seguros para os utilizadores do Metropolitano e não só, uma vez que este acesso é amplamente utilizado pelos lisboetas e turistas como forma de chegar da Rua do Crucifixo ao Largo do Chiado.

O – Que mais valias identifica no projeto de modernização que desenvolvemos? O resultado foi o expectável?

ML – O resultado obtido foi ao encontro do expectável e o Metropolitano de Lisboa continuará a recorrer a essa mesma metodologia sempre que os diferentes constrangimentos assim o obriguem.

Não sendo um projeto pioneiro no nosso país, não são, ainda, muitas as instalações renovadas com recurso a esta metodologia que se reveste de uma grande vantagem e adequabilidade sempre que se verificam determinados constrangimentos.

Recorrer à montagem, sempre que necessário, dos elementos, peça a peça, no local, sobre a estrutura existente, após a mesma ter sido devidamente tratada, foi um processo que obrigou à implementação de uma cuidada metodologia de trabalho.

“A nível mundial a OTIS já tinha realizado um projeto idêntico em Inglaterra e Itália, por isso sabíamos que a solução era possível. A partir daí foi um desafio, nunca fizemos, mas já havia sido feito e não há nada que entre todos não sejamos capazes de fazer. Foi um verdadeiro trabalho de equipa com muita gente de Portugal, fornecedores nossos, empreiteiros, técnicos, técnicos de serviço, de segurança e de qualidade. Desde o início regemo-nos pela velha máxima “Nós sabemos muito, mas não sabemos tudo” e preparamo-nos sempre para o pior, para que possa correr da melhor forma.” – Filipe Oliveira – Diretor Negócio de Novos Equipamentos & Bex.

Filipe Oliveira – Diretor Negócio de Novos Equipamentos & Bex. OTIS Portugal
O que significou para a OTIS desenvolver este projeto? Uma verdadeira demonstração de imaginação e criatividade, acreditamos em nós e nas nossas competências, somos uma equipa com muita diversidade e conhecimento (o que nos enriquece e nos faz crescer), e que é obvio que estamos melhor juntos, lutando sempre para sermos os melhores.
Ficou satisfeito com o desenvolvimento e resultado do projeto? Não fossem a personalização dos nossos valores em cada elemento da equipa e a satisfação do Cliente suficientemente relevantes para celebrarmos, garantimos que mesmo com a elevada complexidade do trabalho e meios envolvidos, não se registou qualquer incidente nesta obra onde trabalhamos em três Escadas Rolantes (a segurança “marca OTIS” no seu melhor!).

A modernização consistiu em reparar a treliça e montar uma escada nova aproveitando essa estrutura, tudo o resto foi novo e marca OTIS. Normalmente a escada é construída numa fábrica, neste caso, foi diretamente na obra e peça a peça, aproveitando a estrutura existente que é apenas ferro (reparando oxidações e fadigas que estivessem no equipamento) para depois colocar os novos componentes. Podemos afirmar que “É construir uma escada nova OTIS numa estrutura que não é OTIS.”

Luís Marmelo – Diretor AH&S OTIS Portugal / EH&S, FOD SEMA Director
O que nos pode dizer sobre os processos e certificações requeridos para este projeto? Relativamente à segurança houve a necessidade de criar medidas para ser realizado o trabalho em obra?
Para a realização desta obra em específico, por força da legislação local, caderno de encargos e procedimentos internos de Segurança da Otis, houve a necessidade de elaborarmos e desenvolvermos um Plano de Segurança e Saúde (PSS) assim como um Plano de Acompanhamento Ambiental (PAA) ambos com uma complexidade muito específica, não fossem os trabalhos também eles bastante complexos.
Criarmos estes dois “dossiers” base, e posteriormente fazendo o seguimento bastante estrito, conforme preconizado nos mesmos, foi fundamental para que chegássemos ao fim dos trabalhos com a sensação de dever cumprido: Zero acidentes!

O projeto foi desenvolvido com o apoio dos supervisores de Major Projects em Inglaterra e Itália. Em reuniões com os mesmos, foram abordados temas como os aspetos a ter em conta na comunicação com a fábrica e com o cliente, mas também sobre a parte documental e certificações.

Jorge Rodrigues – Técnico Comercial de Novos Equipamentos
Quais foram os maiores desafios encontrados no projeto? O maior desafio foi concluir que tínhamos um contrato para o qual a Engenharia de Modernizações da fábrica de Breclav na República Checa teria de conceber e desenvolver uma solução inédita na OTIS, a modernização In-Truss em escadas públicas de uma marca hoje inexistente, a O&K. Isto é, teríamos de manter as estruturas autoportantes, (“truss”) das escadas existentes, concebidas para um sistema obsoleto de motorização e de tração muito específico daquela marca e incorporar novos sistemas e órgão de tecnologia moderna e avançada da OTIS.
Não existindo qualquer documentação do projeto das escadas a substituir, foi necessário efetuar uma inspeção e o levantamento dimensional exaustivo no local das dimensões exteriores e interiores das escadas existentes com a presença de um especialista da fábrica, o que se revelou ter sido fundamental para o início e bom desenvolvimento do processo de conceção e de especificação.
O interface com a equipa de gestão de projeto do Metropolitano de Lisboa, decorreu de forma muito assertiva, construtiva e com partilha de todas as situações de dificuldade que encontrávamos durante a execução do projeto e da instalação no local. Encontrámos em todos os elementos da equipa do Cliente, alicerçada na vasta experiência que possui neste tipo de projetos, a maior disponibilidade para nos esclarecerem sobre os procedimentos e encontrarem soluções em conjunto com a OTIS. Foi um verdadeiro trabalho de equipa com os representantes do nosso Cliente e também eles estão de parabéns no sucesso deste projeto pioneiro da OTIS em Portugal.

Na OTIS acreditamos que a modernização de escadas rolantes deve ser implementada quando existe mais do que uma escada rolante, como no exemplo dos centros comerciais, e em que a substituição completa é um processo mais trabalhoso e moroso, neste caso realizar a modernização em obra como foi feito no Metro de Lisboa é sem dúvida uma mais-valia.

Para concluir, ficamos orgulhosos e muito satisfeitos pois o projeto foi desenvolvido dentro dos prazos apesar do estado de situação no mundo devido à Covid-19, e sabemos que muito se deveu à forma coordenada e ao trabalho em equipa com que este projeto foi realizado. Cada pessoa desempenhou o seu papel e todas as ações foram importantes para o resultado final ser um sucesso.