Arrancam os projectos das novas linhas do Metro com mais sete estações em 2022

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No total, as propostas apresentadas pelas empresas vencedoras aproximam-se dos 3,3 milhões de euros (1,82M€ para a linha Rosa e 1,47M€ para a linha Amarela), um valor bastante inferior ao de referência para este concurso, fixado nos 4.7 milhões de euros.
O consórcio SENER/CJC/NSE, responsável pelo projeto da Linha Rosa (G), deverá elaborar os estudos prévios, avaliar de impacto ambiental, obter a declaração de impacto ambiental e a executar o projeto nos próximos 330 dias. Esta linha, com uma extensão de cerca de 2,5 quilómetros e quatro estações subterrâneas, vai assegurar a ligação entre S. Bento, Cordoaria/Hospital de S. António, Galiza/Centro Materno-Infantil e Casa da Música/Rotunda da Boavista. O desenho das estações está entregue ao Arquiteto Eduardo Souto Moura, responsável pelo desenho da primeira fase do Metro.
No caso da Linha Amarela, as empresas LCW, Amberg Engineering e GRID têm um prazo de 270 dias para entregar do projeto final. O prolongamento a Sul da Linha Amarela compreende a ligação de Santo Ovídio a Vila d’Este, servindo o Hospital de Gaia, numa extensão de 3,2 quilómetros e incluindo três novas estações.
Os projetos das novas linhas de Metro estarão concluídos até ao final do ano, altura em que serão lançados os concursos públicos para as empreitadas de construção da Linha Rosa e da extensão da Linha Amarela. As obras deverão arrancar ainda nos primeiros meses de 2019 para que venham a ficar concluídas em 2022. As novas linhas vão servir, diariamente, mais de 33 mil pessoas, cobrindo importantes polos de procura. O investimento global nesta fase de expansão da rede do Metro é na ordem dos 290 milhões de euros.
A Metro do Porto assinou também o contrato para a elaboração das quatro estações subterrâneas da Linha Rosa.
O documento foi assinado pelo arquiteto Eduardo Souto Moura, que terá de desenhar três das estações (rotunda [Boavista], praça da Galiza e Carregal/Hospital de Santo António), ao passo que o arquiteto Siza Vieira terá a cargo a estação da Praça da Liberdade.
Souto Moura disse estar “mais preocupado” com a estação do jardim do Carregal”, porque “não queria cortar árvores”.
O arquiteto vincou que lhe agrada trabalhar para a Metro do Porto, porque “para além de resolver problemas de mobilidade, muda a cidade”.
“É um bom motivo para se fazer jardins, praças, para mudar os pavimentos ou a iluminação. É uma oportunidade única que, se não fosse o metro, não se fazia”, disse.
Souto Moura indicou ainda querer “estudar muito bem a resistência das estações”, porque as existentes “têm resistido muito bem a um uso brutal de milhares de pessoas”.
“Não estou muito preocupado com a estética. Estou mais preocupado em que metro do Porto continue a ter este aspeto limpo e agradável, o que demonstra que a população tem afetividade por ele”, notou.

Gabinetes:

SOUTO MOURA – ARQUITECTOS, SA

ÁLVARO SIZA 2 – ARQUITECTO, SA